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Porque é que preciso de um pacemaker?
Precisa de um pacemaker porque tem de forma constante ou por alguns períodos frequências cardíacas muito lentas (que em casos extremos poderá levar a paragem cardíaca), podendo comprometer a irrigação do cérebro e dos restantes órgãos do nosso corpo. Poderá ter sintomas como tonturas, desmaios, cansaço.
Como é feita a preparação do doente para a implantação do pacemaker?
Depois de dar entrada o doente é levado para o internamento onde é preparado para ir para o laboratório de pacing. A sua preparação passa por:
Como é implantado um pacemaker?
O pacemaker é implantado por baixo da pele na zona peitoral sob o efeito de anestesia local e com a ajuda de raio-X. A anestesia é dada para aliviar a dor, embora possa sentir algum desconforto e pressão durante a implantação.
São introduzidos elétrocateteres (fios que vão estimular o coração) através de uma veia até ao coração. Estes fios são depois ligados ao pacemaker que depois irá estimular o coração de acordo com as suas necessidades.
Uma vez que apenas é feita anestesia local, o doente permanecerá acordado durante a implantação, podendo ouvir e comunicar com a equipa. É usado um campo esterilizado para isolar a zona da incisão e para impossibilitar que o doente veja a implantação.
Esta implantação é um procedimento curto durando em média 60 minutos. Após a colocação do pacemaker o doente regressa ao internamento onde permanece algumas horas em observação tendo alta no dia seguinte após avaliação do aparelho.
Que complicações e riscos podem resultar deste procedimento?
Qualquer procedimento cirúrgico pode ter complicações, embora neste caso sejam raras.
Durante a implantação são raras as complicações graves, sendo as mais comuns: disseção da veia de acesso, perfuração da parede do coração, paragem cardíaca por indução de bloqueios de alto grau, indução de taquiarritmias ventriculares, derrame pleural e pericárdico.
Após a implantação, as complicações mais comuns são hemorragia/hematoma, infeções no local da implantação e deslocamento do elétrocateter.
Que cuidados especiais se deve ter antes da implantação?
Deve informar o seu médico da medicação que toma e perguntar se é necessário suspender alguma medicação.
Deve estar em jejum pelo menos 8 horas antes da implantação (se tiver de tomar alguns medicamentos neste período, tome-os apenas com um pouco de água).
O que acontece após a implantação do pacemaker?
Durante o 1º mês após a implantação do pacemaker não deverá fazer esforços com o braço do lado em que foi implantado o aparelho. Deve evitar levantar o braço acima do ombro, pegar objetos pesados, dormir deitado para o lado do aparelho.
Deve fazer o penso no período estabelecido para evitar o aparecimento de infeções.
Após o 1º mês, se não existirem complicações, pode realizar uma vida normal tal como fazia antes da implantação.
Como é feita a vigilância do meu pacemaker?
A vigilância é feita através de consultas periódicas.
A primeira será em média 2 ou 3 meses após a implantação, passando depois para consultas de 6 em 6 meses ou de ano a ano.
Estas consultas serão realizadas na consulta de pacing no serviço de cardiologia do hospital ou através de monitorização à distância. Neste caso leva um transmissor para a sua casa que envia automaticamente informações do seu pacemaker para o seu médico. Esta é uma tecnologia sem fios que permite avaliar o estado do seu pacemaker de modo remoto.
Que cuidados devo ter com o pacemaker?
Estes dispositivos em média duram entre 5 e 10 anos, podendo a sua duração ser maior ou menor dependendo das necessidades de cada doente e da programação usada.
Sim. Existem diferentes modelos com diferentes funções, escolhendo-se aquele que mais se ajusta ao seu problema.
Sim, pode fazer as mesmas coisas que fazia antes. Este dispositivo tem como finalidade garantir uma maior autonomia ao doente e eliminar sintomas como cansaço fácil, tonturas, desmaios. Em relação ao desporto este deve ser praticado sempre sob orientação médica.
Após a implantação é natural sentir algum desconforto no local do aparelho, uma vez que é um corpo estranho ao seu organismo. Com o tempo esse desconforto tem tendência a desaparecer. O pacemaker não emite sons, não sendo possível ouvir nada provocado por si.
Não, pelo contrário. Com a sua utilização a frequência cardíaca (FC)é estabilizado e o cansaço, tonturas ou desmaios que tinha têm tendência a desaparecer. Devido a este controlo da FC é fornecido mais energia ao organismo e a sua performance poderá até melhorar.
Sim. Ter um pacemaker não interfere com os campos magnéticos de navegação aérea, assim como estes não interferem com a programação do dispositivo.
No entanto, deverá ter apenas alguns cuidados ao passar pelos detetores de alarmes. Alguns detetores de alarmes dos aeroportos e de algumas lojas poderão criar campos magnéticos que em casos muito raros podem alterar a programação destes aparelhos. O ideal será que passe pelos detetores a um passo normal e evite ficar parado no meio deles.
Como este é um dispositivo metálico é natural que ative os alarmes, devendo avisar sempre a segurança que é portador de pacemaker e se necessário mostrar o seu cartão de portador de pacemaker.
Este é um cartão que lhe é dado no dia da alta hospitalar após a implantação. Nele constam informações importantes, tais como:
São fontes de energia elétrica ou magnética que podem interferir no modo de programação podendo alterar parâmetros importantes. Geralmente não constituem riscos de vida devendo ao máximo evitar aproximar-se dessas fontes.
Deve afastar-se o mais possível dessas fontes. Se sentir tonturas, desmaiar ou tiver qualquer outro mal-estar depois de ter estado perto dessas fontes, consulte o seu médico.
Pode usar a maioria dos seus eletrodomésticos, incluindo micro-ondas, facas elétricas, fogão, TV, rádio, escova de dentes elétrica, torradeira, cobertores elétricos, etc.
Equipamentos elétricos sem geradores de alta intensidade, também são seguros. Sempre que for ao médico ou realizar um exame de diagnóstico que recorra a equipamentos elétricos, avisar o médico/técnico que é portador de pacemaker.
Não poderá fazer exames que recorram a ondas eletromagnéticas ou micro-ondas de frequências muito curtas, tais como:
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